
EKŌ TSUGI
Dança Contemporânea e Ecologia em Movimento
Direção Artística e Mediação RAFAEL ALVAREZ
Coentral Grande | Castanheira de Pera
NOVA EDIÇÃO
28 Setembro - 4 Outubro 2026
Coentral Grande | Castanheira de Pera
25 - 30 Setembro 2023
Palácio Nacional da Ajuda | Lisboa
4 - 7 Outubro 2023
Maison du Portugal - André de Gouveia | Paris
31 Outubro - 3 Novembro 2023
EKŌ TSUGI quer plantar ideias e ações no corpo, reflorestar realidades para uma ecologia corporal. Semear a construção de uma nova geografia eco-humana. Re-ligar corpo e natureza num convite à dança e à criatividade, celebrando a experiência de vida e a inteligência dos ecossistemas.
28 Setembro - 4 Outubro 2026
COENTRAL GRANDE | Castanheira de Pera
direção artística
RAFAEL ALVAREZ
& artistas convidados
CARLOTA LAGIDO | LOUIS-ELYAN MARTIN | NOELI KIKUCHI | PAULO GUERREIRO | RITA DINIZ | THIAGO GRANATO
EKŌ TSUGI é um projeto de Dança e Ecologia em Movimento dirigido pelo coreógrafo Rafael Alvarez, iniciado em 2023 na aldeia do Coentral Grande (Castanheira de Pera). Propõe um diálogo criativo e intergeracional com o património ambiental, rural e humano convidando a comunidade local e participantes de outras regiões e geografias a cruzarem as suas experiências e vivências através do corpo e da criatividade.
Juntos para reflectir, experimentar, respirar e dançar, o tempo das árvores e das plantas, das montanhas e dos rios, da terra e das pedras, o tempo dos animais e do corpo (ainda) humano. Dançar o presente, de olhos no passado e alguma esperança (verde) no futuro. Um convite aberto, reunindo diferentes gerações, experiências de vida e geografias, lançando o desafio para dar tempo ao tempo e corpo ao corpo.
Sob um olhar coreográfico, desafiam-se os participantes, comunidade e públicos, a explorar, a reflectir e a debater sobre modelos de preservação do meio ambiente e da biodiversidade, práticas de sustentabilidade ambiental, inquietações face à realidade do mundo rural e das regiões do interior e o impacto de uma cultura viva de 'cidadania verde’, de preservação, regeneração e recuperação da diversidade do património ambiental, arquitectónico, rural, cultural e humano. Transformando estas reflexões e estes reencontros entre Corpo e Natureza num convite à Dança e à Criatividade.
O projeto curatorial desenha-se também como uma plataforma que pretende contribuir para deslocar e contrariar também a ideia de que os pólos de criação artística de vanguarda estão centrados nos grandes centros urbanos. Criando e ativando novos centros e novos pólos de experimentação, de diálogo, de apresentação e de participação ativa de artistas e comunidades.
O ‘kintsugi’ técnica milenar do Japão, que consiste em reparar e ligar peças de cerâmica quebradas através de uma liga dourada, inspira de diferentes formas e caminhos, guiando a cada iniciativa projeto criativo. O objectivo desta prática artesanal, não é devolver o objecto ao seu estado imaculado — pelo contrário, as fissuras são realçadas com uma mistura de laque e ouro em pó. São "perfeitamente imperfeitos”. Estes corpos e territórios que se convocam através do projecto EKO TSUGI, são corpos e lugares de ligação. Ekõ Tsugi prossegue e aprofunda a motivação e identidade dos projetos impulsionados nos últimos anos pela Bodybuilders, através de uma ponte criativa entre Portugal e o Japão.
Na edição de 2026, Rafael Alvarez em conjunto com 6 outros artistas convidados - Carlota Lagido, Louis-Elyan Martin, Noeli Kikuchi, Paulo Guerreiro, Rita Diniz e Thiago Granato, lançam propostas de pesquisa e criação que alimentam esta residência criativa imersiva em contexto rural, acompanhados diáriamente por mais de 50 participantes, maiores de 55 anos e seniores de Lisboa, Coimbra, Castanheira, Pontemieiro e de Paris. Integrando ainda momentos de abertura ao público para além de atividades de mediação e intercâmbio com a comunidade local.
É um projeto bienal que assume diferentes formatos mantendo em cada edição um foco comum - o diálogo artístico e intergeracional com a paisagem e património ambiental e humano da aldeia rural de Coentral Grande (na região de Castanheira de Pera/Serra da Lousã. Uma aldeia idílica com cerca de 20 habitantes e uma reserva rica de biodiversidade, que resiste aos tempos sem qualquer comércio ou serviço (todo o comércio local, escolas etc estão a cerca de 10km na Vila de Castanheira de Pera). Tem uma população eminentemente envelhecida e a maioria dos seus habitantes vive da agricultura e do pastoreio. Na época do Verão a aldeia ganha um outra dinâmica com a circulação de emigrantes e turistas.
Ao longo dos diferentes períodos de residência artística imersiva implementados pela plataforma EKŌ TSUGI, desafiam-se os participantes, comunidade e públicos, a explorar, a reflectir e a debater sobre modelos de preservação do meio ambiente e da biodiversidade, práticas de sustentabilidade ambiental, inquietações face à realidade do mundo rural e das regiões do interior e o impacto de uma cultura viva de 'cidadania verde’, de preservação, regeneração e recuperação da diversidade do património ambiental, arquitectónico, rural, cultural e humano. Transformando estas reflexões e estes reencontros entre Corpo e Natureza num convite à Dança e à Criatividade. Proporcionando experiências artísticas na paisagem, valorizando de forma participativa, intergeracional e inclusiva, a preservação, celebração e valorização da diversidade ambiental e humana, do tempo presente e do diálogo e cooperação entre pessoas e lugares, partindo do Corpo e da Dança como ponto de encontro.
Promoção e Organização
BODYBUILDERS | Rafael Alvarez
Parcerias
CIRUC
Cercicaper
Há Baixa
Associação dos Amigos da Pontemieiro
Apoio
Município de Castanheira de Pera
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Valor da inscrição | 40 euros
[ gratuito para residentes na região de Castanheira de Pera ]
Aberto a todos
amadores e profissionais, de todas as idades, todas as experiências
não ê necessária experiência anterior em dança, apenas espírito criativo!
A taxa de inscrição inclui:
- Participação em todas as atividades criativas
- Transporte de autocarro local entre Castanheira de Pera e Coentral Grande
- Excursões/Passeios na região (Praia do Poço do Corga, Santo António das Neves, Trevim e Talasnal
- Sopa servida diariamente ao almoço
- Jantar de Grupo - opcional | 10 euros (refeição vegetariana sábado, 3 Outubro)
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- Os participantes deverão ser autónomos e responsáveis pelas suas reservas de viagem e alojamento;
- Será disponibilizada uma lista de contactos com sugestões de alojamento);
- Ligação Lisboa a Castanheira (viagem de 3 horas), com partidas diárias em autocarro da Rede Expressos;
- Todas as atividades serão conduzidas em português e francês.
- As atividades decorrem diariamente:
28 Setembro a 3 Outubro (segunda a sábado) das 11:00 às 17:30
4 Outubro (domingo) das 11h às 13h
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Edição 2023
Na sua primeira edição em 2023, o projeto desafiou um coletivo de 25 participantes maiores de 55 anos das regiões de Lisboa, Castanheira de Pera e de Paris a participar numa residência criativa imersiva, propondo um diálogo criativo com o património ambiental, rural e humano da aldeia, culminando na apresentação pública de um percurso coreográfico que convidou o público, a comunidade local e os participantes, a plantar ideias e a celebrar a dança, o património ambiental e a experiência da vida rural num movimento de partilha coletiva. Nesta primeira versão de lançamento, o projeto propôs um diálogo criativo com o património ambiental, rural e humano da aldeia do Coentral Grande (Castanheira de Pera/Serra da Lousã) com o património cultural e arquitectónico do Palácio Nacional da Ajuda (Lisboa), com extensão e apresentação em Paris, partiu-se de um intercâmbio e cooperação entre 30 participantes maiores de 55 anos e seniores das regiões de Lisboa, de Castanheira de Pera e de Paris, envolvendo a comunidade local e visitantes. Os espetáculos apresentados no final de cada período de residência criativa (Outubro 2023), em forma de percurso coreográfico na paisagem e na arquitetura, convidaram o público, a comunidade local e os participantes, a plantar ideias e a celebrar a dança, o património ambiental e a experiência da vida rural num movimento de partilha coletiva.
Ao longo dos diferentes períodos de residência artística imersiva implementados pela plataforma Ekõ Tsugi desafiaram-se os participantes, comunidade e públicos a explorar, a refletir e a debater sobre modelos de preservação do meio ambiente e da biodiversidade. Foram ainda abordadas práticas de sustentabilidade ambiental, inquietações face à realidade do mundo rural e ao isolamento das regiões do interior bem como o impacto de uma cultura viva de 'cidadania verde’, de preservação, regeneração e recuperação da diversidade do património ambiental, arquitetónico, rural, cultural e humano. Estas reflexões e estes reencontros entre corpo e natureza foram transformados num convite à dança e à criatividade que, por sua vez, proporcionaram experiências artísticas na paisagem, onde se valorizou de forma participativa, intergeracional e inclusiva a preservação, celebração e valorização da diversidade ambiental e humana, do tempo presente, e o diálogo e cooperação entre pessoas e lugares, partindo do corpo e da dança como ponto de encontro.
Paralelamente ao período de residência criativa e desenvolvimento coreográfico, e durante este período, foram organizados workshops e encontros abertos à comunidade local (acolhendo pessoas com deficiência da Cercicaper). Em simultâneo, foi realizado um filme documentário, que acompanhou diferentes momentos da residência e das experiências desenvolvidas em contexto rural. Para além de se replicar pontualmente algumas destas ações e práticas criativas em contexto rural, como foi o caso em 2025, das intervenções nas aldeias de Alfafar/Penela (em parceria com o Lugar do Meio e Linha de Fuga) e em Pontemieiro/Vale de Cambra (em parceria com a associação Unificar/Projeto Dropi).
Esta ramificação do projeto surge do interesse contínuo da Bodybuilders na pesquisa de uma prática coreográfica que flutua e se alimenta entre diferentes áreas artísticas, procurando acionar nos seus processos criativos uma vontade e desejo de aproximar e cruzar pessoas, lugares e comunidades, partindo do lugar do corpo e da diversidade humana. Coloca simbólica e materialmente a figura das árvores e da inteligência dos ecossistemas ambientais como paradigma para pensarmos o lugar e o papel do corpo - ético, ecológico, poético, político e estético num tempo de emergência climática global. Pondera sobre a herança e a inteligência destes ecossistemas, lançando o desafio para refletir sobre a vida em comunidade e sobre a diversidade e coexistência de espécies humanas e não-humanas, dando lugar a um diálogo entre pedras, terra, árvores e outros corpos, corporalizado-se num manifesto ecológico em movimento.
Ficha Artística e Técnica 2023
Coentral Grande
Palácio Nacional da Ajuda / Lisboa
Maison du Portugal - André de Gouveia / Paris
Direção Artística e Mediação: Rafael Alvarez
Co-criação e Interpretação:
Adélia Monteiro, Alexandre Pappalardo, Ana Bela Mendes, Anabela Fino, Brigitte Mechekour, Evelyn Pommerat, Eduarda Costa Ferraz, Elisabeth Lacombe, Elisabeth Vieira Alvarez, Françoise Houelche, Gisèle Bessac, Graça Carvalho, Helena Martelo, Karine Porte, Isabel Fazenda, Isabel Costa Lopes, Janine Reis Watson, Lydie Buffa, Maria Dias, Marielle Monnie, Orélien Péréol, Pia Rézaire, Rita Diniz, Sandra Sobreira, Selina Meitin, Tereza Artigas e Zulmira Martins
Realização Filme-Documentário: Vitor Hugo Costa
Fotografia: Elisabeth Vieira Alvarez
Design Gráfico: Paulo Guerreiro
Assessoria de Imprensa: Mafalda Simões
Apoio à Produção: Carlos Marques
Parcerias e Acolhimentos:
Câmara Municipal de Castanheira de Pera
CIRUC - Centro de Instrução e Recreio União Coentralense
Cercicaper
Palácio Nacional da Ajuda
Maison du Portugal - André de Gouveia/Cité Internationale Universitaire de Paris
Metafilmes
Antena 2
Produção e Financiamento: BODYBUILDERS | Rafael Alvarez
Entrevista RTP2
sobre a primeira edição (Coentral, 2023)
https://www.facebook.com/watch/?v=235235712545222