
Direção Artística, Coreografia, Realização Plástica e Interpretação
Rafael Alvarez
com a participação especial de
Diana Niepce
Mariana Tengner Barros
Paulo Guerreiro
+ 80 participantes da comunidade
(maiores 55 anos e jovens estudantes de dança)
Desenho de Luz e Direção Técnica
Nuno Patinho
Assistência à Dir. Artística
Paulo Guerreiro
Registo Vídeo e Vídeo Promocional
Vitor Hugo Costa/Metafilmes
Fotografia
Elisabeth Vieira Alvarez/Rafael Alvarez
Design Gráfico
Paulo Guerreiro
Edição Livro de Fotografia
Susana Paiva / Rafael Alvarez
Produção e Difusão
BODYBUILDERS | Rafael Alvarez
Co-produção
São Luiz Teatro Municipal (Lisboa)
Teatro das Figuras (Faro)
Parcerias
Casa da Dança (Almada),
Estúdio 13 (Ponta Delgada)
Há Baixa (Coimbra)
Escola Superior de Dança/IPL (Lisboa)
Ryogoku Bear (Tóquio)
FMK International Dance Festival (Laos)
Residências
Palácio Pancas Palha/Companhia Olga Roriz (Lisboa)
Casa da Dança (Almada)

Y O S O : M O N O
um solo acompanhado de
RAFAEL ALVAREZ
estreia LISBOA 19 - 20 Junho 2027
Sala Luis Miguel Cintra
São Luiz Teatro Municipal
Um biombo coreográfico em três actos, um caderno de viagem e um convite à viagem. Espetáculo a solo do coreógrafo Rafael Alvarez que cruza dança, imagem fotográfica e vídeo.
Esta nova criação assinala e celebra 10 anos de criação em diálogo com o Japão [2017-2027] e 30 anos de percurso profissional na Dança [1997-2027].
YOSO:MONO (yoso: outro lugar, mono: pessoa) convida o público a celebrar um diálogo silencioso de escuta e observação, onde a experiência estética da viagem conduz a um mergulho num Japão de mundos flutuantes, ambiguidades e paradoxos, onde menos é mais. A partir de um olhar estrangeiro, Rafael Alvarez — observador atento e apaixonado pelo Japão — deixa-se guiar por múltiplas referências que alimentam o seu processo criativo e os diferentes formatos que a sua obra assume.
Este novo solo (acompanhado) desenha no palco — e para além dele — a continuidade de uma ponte criativa entre Portugal e o Japão, revisitando materiais, diálogos e relações, por vezes invisíveis, que têm vindo a atravessar e orientar a sua obra coreográfica.
Para a versão de estreia em Lisboa (Junho de 2027, Teatro Municipal São Luiz) mais de 80 participantes maiores de 55 anos das regiões de Lisboa, Almada e de Paris, bem como jovens estudantes de dança da Escola Superior de Dança, juntam-se em palco a Rafael Alvarez.
Para além de outros artistas convidados, colaboradores regulares do coreógrafo — Mariana Tengner Barros, Diana Niepce e Paulo Guerreiro — para a apresentação de uma partitura coreográfica que constitui o epílogo do espetáculo.
Este resultado decorre de um trabalho de mediação desenvolvido com a comunidade local e será replicado em cada contexto de circulação ao longo de 2027-28 (Almada, Faro, Ponta Delgada, Coimbra, Paris, Tóquio e Vientiane).
Este novo solo (acompanhado) desenha no palco — e para além dele — a continuidade de uma ponte criativa entre Portugal e o Japão, revisitando materiais, diálogos e relações, por vezes invisíveis, que têm vindo a atravessar e orientar a sua obra coreográfica.
A “Grande Onda de Kanagawa”, de Hokusai, o Elogio da Sombra, de Jun’ichirō Tanizaki, a técnica do kintsugi, o conceito de impermanència do mono no aware, o teatro Nô, a poesia waka, a filmografia de Yasujiro Ozu, a obra de Ryuichi Sakamoto e Tōru Takemitsu, a megalópole de Tóquio, o betão minimalista da arquitetura de Tadao Ando, os jardins zen (karesansui), as montanhas de Koyasan ou a baía de Nagasaki atravessam e contaminam o seu trabalho. A estas referências juntam-se pessoas, sensibilidades, geografias e lugares que, de formas diversas, alimentam estes processos criativos.
YOSO:MONO não será o último ato desta investigação em torno do Japão, mas assinala uma década de trabalho (2017–2027) dedicada a uma pesquisa aprofundada através de experiências, viagens, leituras e residências, que deram origem a diferentes criações, entre espetáculos, exposições e livros de fotografia: NO INTERVALO DE UMA (2017), NA ONDA DA DISTÂNCIA (2018), WAVE (2018), NO SILÊNCIO DA PRIMEIRA ONDA (2018), UN TSUGI (2021), FŪ TSUGI (2021), TSUGI (2023), EKŌ TSUGI (2023) e MONO-NO-AWARE (2024).
O projeto inclui ainda a edição de um livro e uma exposição de fotografia de Rafael Alvarez, com edição de Susana Paiva, integrando a colaboração de outros fotógrafos.